CID-10 M83

Osteomalácia do adulto

Capítulo: Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo • Grupo: Osteopatias e condropatias

Visão geral

O código M83 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se à Osteomalácia do Adulto. Esta é uma condição caracterizada pelo enfraquecimento e pelo "amolecimento" dos ossos nos adultos, decorrente de uma falha no processo de mineralização óssea. Em termos simples, enquanto a matriz óssea continua sendo produzida pelo corpo, faltam os minerais essenciais — principalmente o cálcio e o fosfato — para endurecer essa estrutura, deixando os ossos mais frágeis e suscetíveis a dores e fraturas.

Embora frequentemente confundida com a osteoporose, trata-se de condições diferentes. A osteoporose envolve a perda gradual de massa óssea (o osso torna-se poroso), enquanto a osteomalácia ocorre quando o osso novo criado não consegue se mineralizar adequadamente. A causa mais comum para esse problema é a deficiência grave de vitamina D, substância fundamental para que o organismo consiga absorver o cálcio dos alimentos.

Com o diagnóstico correto e o tratamento adequado, a osteomalácia geralmente apresenta boa resposta e os ossos podem recuperar sua rigidez normal. Lembre-se: este texto tem caráter meramente informativo. Apenas uma avaliação médica presencial com exames específicos pode confirmar o diagnóstico e indicar o melhor tratamento para o seu caso.

Sintomas comuns

  • Dor óssea contínua e difusa, especialmente nos quadris, pernas, costas e costelas
  • Fraqueza muscular, principalmente nas coxas e no quadril, dificultando levantar-se ou subir escadas
  • Alteração na marcha, conhecida como 'marcha anserina' ou 'dificuldade para andar'
  • Sensibilidade ao pressionar os ossos afetados
  • Aumento do risco de fraturas por pequenos traumas
  • Espasmos musculares ou cãibras devido aos baixos níveis de cálcio no sangue

Causas e fatores de risco

  • Deficiência grave e prolongada de Vitamina D (por pouca exposição solar ou dieta inadequada)
  • Problemas de má absorção intestinal (como doença celíaca, doença de Crohn ou pós-cirurgia bariátrica)
  • Doenças renais crônicas que afetam a conversão da vitamina D em sua forma ativa
  • Doenças hepáticas graves que prejudicam o metabolismo da vitamina D
  • Uso prolongado de certos medicamentos, como anticonvulsivantes ou antiácidos à base de alumínio
  • Distúrbios raros do metabolismo do fosfato

Diagnóstico

O diagnóstico da osteomalácia do adulto é realizado por um médico (geralmente um endocrinologista, reumatologista ou clínico geral) através da combinação da história clínica, exame físico e exames complementares. O profissional avaliará os sintomas do paciente, hábitos de vida e histórico de saúde. Os exames de sangue são fundamentais, pois costumam mostrar níveis baixos de vitamina D, cálcio ou fosfato, além do aumento da enzima fosfatase alcalina. Exames de imagem, como radiografias, podem revelar pequenas fissuras nos ossos (chamadas de zonas de Looser) ou sinais de desmineralização. A densitometria óssea também pode ser utilizada para avaliar a densidade do esqueleto.

Tratamento

O tratamento principal para a osteomalácia visa corrigir a causa subjacente da falta de mineralização óssea. Na grande maioria dos casos, isso envolve a reposição de altas doses de vitamina D e suplementação de cálcio, sempre com prescrição e acompanhamento médico rigoroso para evitar complicações como a hipercalcemia (excesso de cálcio no sangue). Além da suplementação, recomenda-se a exposição solar moderada e segura para estimular a produção natural de vitamina D pelo corpo, acompanhada de ajustes na dieta. Caso a osteomalácia seja secundária a outra condição médica, como doenças intestinais, renais ou hepáticas, o tratamento da doença de base é indispensável para garantir que os nutrientes sejam devidamente absorvidos.

Quando procurar ajuda

Você deve procurar atendimento médico se apresentar dores constantes nos ossos sem causa aparente, fraqueza muscular progressiva que dificulte tarefas diárias (como levantar de uma cadeira ou subir degraus) ou histórico de fraturas com traumas mínimos. O acompanhamento médico precoce evita o agravamento da fragilidade óssea e melhora significativamente a qualidade de vida.

Perguntas frequentes

Osteomalácia é o mesmo que osteoporose?

Não. Na osteoporose, há diminuição da quantidade de massa óssea (osso poroso). Na osteomalácia, o osso perde a capacidade de mineralizar e enrijecer (osso frágil/mole), geralmente por falta de vitamina D ou cálcio.

A osteomalácia do adulto tem cura?

Sim. Quando a causa é a deficiência de vitamina D ou minerais, a suplementação adequada orientada por um médico costuma reverter a condição e restabelecer a saúde dos ossos.

Tomar sol ajuda na prevenção e tratamento?

Sim, a luz solar é a principal fonte para o corpo sintetizar vitamina D. No entanto, para tratar a osteomalácia já instalada, o sol sozinho costuma ser insuficiente, sendo necessária a reposição medicamentosa.

Qual médico cuida da osteomalácia?

Especialistas como endocrinologistas e reumatologistas são os mais indicados para diagnosticar e tratar distúrbios do metabolismo ósseo, mas um clínico geral também pode fazer a avaliação inicial.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.