O que significa o termo 'adquirida' no código CID M20?
Significa que a deformidade se desenvolveu ao longo da vida (por lesões, uso de sapatos ou doenças) e não se trata de uma malformação congênita presente desde o nascimento.
Deformidades adquiridas dos dedos das mãos e dos pés
Capítulo: Capítulo XIII - Doenças do sistema osteomuscular e do tecido conjuntivo • Grupo: Artropatias
O código M20 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se às 'Deformidades adquiridas dos dedos das mãos e dos pés'. O termo 'adquirida' é fundamental para compreender esta condição: ele indica que a alteração no formato dos dedos não estava presente ao nascimento, mas sim que se desenvolveu ao longo da vida devido a diversos fatores, como desgaste articular, traumas, uso de calçados inadequados ou doenças inflamatórias subjacentes.
Essa categoria engloba diversas alterações bem conhecidas no dia a dia. No caso dos pés, o exemplo mais comum é o *hallux valgus*, popularmente conhecido como joanete, além de condições como dedos em garra, em martelo ou rígidos. Nas mãos, engloba desvios e deformidades articulares que podem surgir após lesões graves ou como decorrência de formas de artrite. Essas alterações podem afetar o alinhamento dos ossos e tendões, alterando a estética e a funcionalidade das extremidades.
Embora tais deformidades possam causar desconforto, dor e limitação na realização de tarefas simples ou ao caminhar, existem diversas opções de acompanhamento médico e tratamentos que ajudam a aliviar os sintomas e melhorar significativamente a qualidade de vida do paciente.
Importante: Este conteúdo possui caráter meramente informativo e educacional. Apenas uma avaliação médica presencial feita por um profissional qualificado pode confirmar um diagnóstico e indicar o plano de tratamento mais adequado para a sua saúde.
O diagnóstico das deformidades adquiridas dos dedos é essencialmente clínico. O médico especialista (geralmente um ortopedista ou reumatologista) realiza uma anamnese detalhada para entender o histórico do paciente e faz um exame físico cuidadoso, avaliando o alinhamento, a mobilidade articular, a força muscular e os pontos de dor. Para complementar a avaliação e determinar o grau exato da deformidade, costumam ser solicitados exames de imagem, como a radiografia (raio-X) simples da mão ou do pé. Em situações específicas, exames de sangue ou outros exames complementares podem ser necessários para investigar se uma doença autoimune ou inflamatória está causando o problema.
O tratamento depende da gravidade dos sintomas, da causa subjacente e de quanto a deformidade impacta a rotina do paciente. Na maioria dos casos, inicia-se com abordagens conservadoras (não cirúrgicas). Essas medidas incluem o uso de calçados confortáveis e com espaço amplo para os dedos, órteses ou protetores de joanete, palmilhas sob medida, medicamentos analgésicos e anti-inflamatórios sob prescrição, além de fisioterapia para manter a mobilidade e fortalecer os músculos da região. Nos casos em que a deformidade causa dor intensa e persistente, limitação funcional grave ou quando os métodos conservadores não trazem o alívio necessário, a intervenção cirúrgica pode ser considerada. A cirurgia busca realinhar os ossos e reestruturar os tecidos moles (tendões e ligamentos), restaurando a anatomia e a função do membro.
Você deve procurar atendimento médico se notar mudanças no formato dos seus dedos, especialmente se a alteração for acompanhada de dor persistente, inchaço, dificuldade para caminhar, prejuízo na realização de tarefas manuais ou formação frequente de feridas e calos dolorosos. O diagnóstico precoce ajuda a evitar a progressão da deformidade e permite intervenções mais simples e eficazes.
Significa que a deformidade se desenvolveu ao longo da vida (por lesões, uso de sapatos ou doenças) e não se trata de uma malformação congênita presente desde o nascimento.
Sim. O *hallux valgus* (nome médico do joanete) é uma das deformidades adquiridas dos pés mais comuns e faz parte das subcategorias do CID M20.
As órteses e a fisioterapia ajudam muito a aliviar a dor, conter o avanço e melhorar a função, mas geralmente não revertem completamente a alteração óssea já instalada. A correção anatômica definitiva, quando necessária, é feita por cirurgia.
O ortopedista (especialmente os especialistas em cirurgia do pé/tornozelo ou da mão) é o médico mais indicado. Caso haja suspeita de doença inflamatória, o reumatologista também pode atuar no acompanhamento.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.