Todo dente siso incluso precisa ser retirado?
Não necessariamente. Se o dente estiver totalmente osso-integrado, sem infecção, cisto ou ameaça aos dentes vizinhos, o dentista pode apenas acompanhar sua evolução.
Dentes inclusos e impactados
Capítulo: Capítulo XI - Doenças do aparelho digestivo • Grupo: Doenças da cavidade oral, das glândulas salivares e dos maxilares
O código CID-10 K01 refere-se aos dentes inclusos e impactados, uma condição bastante comum na prática odontológica. Um dente é considerado incluso quando ele permanece totalmente dentro do osso maxilar ou da gengiva, sem conseguir despontar (nascer) na cavidade bucal no tempo esperado. Já o dente impactado é aquele cuja erupção foi bloqueada por algum obstáculo físico, como outro dente, osso denso ou tecido gengival espesso.
Embora essa situação possa acontecer com qualquer dente, ela é extremamente frequente nos terceiros molares, popularmente conhecidos como dentes do siso, e nos caninos superiores. Muitas vezes, a falta de espaço na arcada dentária faz com que o dente cresça inclinado ou permaneça preso, o que pode levar a inflamações localizadas, dores e até mesmo ao desalinhamento dos dentes vizinhos.
Compreender essa condição ajuda a identificar a necessidade de acompanhamento odontológico preventivo para evitar complicações futuras. Lembre-se: este conteúdo tem caráter puramente informativo e apenas a avaliação presencial com um cirurgião-dentista pode confirmar um diagnóstico e indicar a melhor conduta.
O diagnóstico de um dente incluso ou impactado é realizado pelo cirurgião-dentista por meio de um exame clínico cuidadoso combinado com exames de imagem. Como o dente muitas vezes não está visível na boca, a radiografia panorâmica é o exame inicial mais comum para identificar sua localização exata e posição em relação aos demais dentes. Em situações mais complexas, o profissional pode solicitar uma tomografia computadorizada. Esse exame oferece imagens tridimensionais detalhadas que ajudam a avaliar a proximidade do dente com nervos e estruturas anatômicas importantes, garantindo um planejamento seguro.
O tratamento para dentes inclusos e impactados depende da localização do dente, da presença de sintomas e da idade do paciente. Em casos onde o dente está assintomático e não oferece riscos à saúde bucal, o cirurgião-dentista pode optar apenas pelo monitoramento periódico por meio de radiografias. Quando há dor, infecção repetida ou risco de danificar os dentes vizinhos, a remoção cirúrgica (extração) costuma ser a opção indicada. Para dentes estrategicamente importantes, como os caninos, também é possível realizar um tracionamento ortodôntico, procedimento que combina cirurgia e aparelho para guiar o dente até a posição correta.
Você deve procurar um cirurgião-dentista se notar dor na região posterior da boca, inchaço na gengiva, sangramento ao escovar a área do siso ou dor ao abrir a boca. Consultas de rotina a cada seis meses também permitem diagnosticar e acompanhar o nascimento dos dentes antes que surjam complicações.
Não necessariamente. Se o dente estiver totalmente osso-integrado, sem infecção, cisto ou ameaça aos dentes vizinhos, o dentista pode apenas acompanhar sua evolução.
Sim. A bolsa de tecido que envolve o dente não nascido pode acumular líquido e formar um cisto, motivo pelo qual o acompanhamento radiográfico é essencial.
O dente incluso não nasceu no período correto e segue retido no osso ou gengiva. O dente impactado é aquele cujo caminho de saída foi bloqueado por uma barreira física.
A cirurgia é feita sob anestesia local adequada (e em alguns casos sedação), garantindo que você não sinta dor. O pós-operatório é bem controlado com analgésicos e anti-inflamatórios.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.