O que significa perda auditiva neuro-sensorial?
Significa que a alteração ocorre nas células do ouvido interno ou no nervo auditivo. Geralmente é uma condição permanente, mas que pode ser tratada com aparelhos auditivos.
Perda de audição por transtorno de condução e/ou neuro-sensorial
Capítulo: Capítulo VIII - Doenças do ouvido e da apófise mastóide • Grupo: Outros transtornos do ouvido
O código CID-10 H90 refere-se à perda de audição causada por um transtorno de condução, neuro-sensorial ou por uma combinação de ambos (conhecida como perda auditiva mista). Esse código é utilizado por profissionais de saúde para registrar e classificar alterações na capacidade auditiva, auxiliando no direcionamento do diagnóstico e do plano de cuidados individualizado.
A perda auditiva de condução ocorre quando há algum bloqueio ou problema mecânico no ouvido externo ou médio, impedindo que o som chegue adequadamente ao ouvido interno. Já a perda neuro-sensorial acontece quando há danos nas delicadas estruturas do ouvido interno (como a cóclea) ou nos nervos auditivos, que levam a informação sonora até o cérebro. Quando as duas situações ocorrem juntas no mesmo indivíduo, temos uma perda mista.
Receber uma guia ou laudo com o código H90 significa apenas que o médico identificou uma alteração auditiva que precisa de acompanhamento. Essa condição pode afetar apenas um lado (unilateral) ou ambos os ouvidos (bilateral), variando desde um grau leve até quadros mais severos.
Lembre-se: este conteúdo é puramente informativo. Apenas uma avaliação médica detalhada com um especialista pode confirmar o diagnóstico, identificar o tipo exato de perda auditiva e indicar o tratamento correto.
O diagnóstico é iniciado pelo médico otorrinolaringologista, que realiza uma entrevista detalhada sobre os sintomas e um exame físico dos ouvidos chamado otoscopia. Esse exame visual simples permite verificar se existem obstáculos diretos na passagem do som, como rolhas de cera, inflamações ou alterações na membrana do tímpano. Para avaliar a capacidade auditiva com precisão, o médico solicita exames complementares realizados geralmente por um fonoaudiólogo. Os principais são a audiometria tonal e vocal, que medem os sons mais baixos que a pessoa consegue ouvir e a capacidade de compreender palavras, e a imitanciometria, que avalia o funcionamento do tímpano e das estruturas do ouvido médio.
O tratamento para a condição classificada no CID H90 varia bastante conforme a causa subjacente e a gravidade da perda auditiva. Nos casos de perda condutiva, soluções simples como a remoção de cera, o tratamento de infecções com medicamentos ou pequenas intervenções cirúrgicas podem restabelecer a audição parcialmente ou por completo. Quando a perda é neuro-sensorial ou irreversível, o tratamento foca em melhorar a qualidade de vida e a comunicação. Isso pode ser feito por meio do uso de Aparelhos de Amplificação Sonora Individual (AASI) ou, em situações específicas e mais acentuadas, por implantes cocleares, sempre combinados com acompanhamento fonoaudiológico para reabilitação auditiva.
Você deve agendar uma consulta médica ao notar qualquer alteração na sua capacidade de ouvir ou se sentir que precisa fazer muito esforço para acompanhar conversas cotidianas. Se a perda de audição surgir de forma repentina (de um dia para o outro), for acompanhada de tontura forte, vertigem, dor intensa ou eliminação de secreção pelo ouvido, procure atendimento de urgência imediatamente.
Significa que a alteração ocorre nas células do ouvido interno ou no nervo auditivo. Geralmente é uma condição permanente, mas que pode ser tratada com aparelhos auditivos.
Muitas vezes sim. Como costuma ser causada por bloqueios físicos (como cera ou infecções no ouvido médio), o tratamento adequado da causa pode reverter a perda auditiva.
Não necessariamente. A indicação do aparelho depende do tipo, grau e reversibilidade da perda auditiva, decisão que é tomada junto ao otorrinolaringologista.
Depende do grau e da severidade da perda auditiva em ambos os ouvidos. O enquadramento legal exige exames específicos e um laudo detalhado emitido pelo médico especialista.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.