Hordéolo (terçol) e calázio são contagiosos?
Não, essas condições não são contagiosas. No entanto, é importante manter boa higiene e não compartilhar toalhas ou maquiagem para evitar contaminações.
Hordéolo e calázio
Capítulo: Capítulo VII - Doenças do olho e anexos • Grupo: Transtornos da pálpebra, do aparelho lacrimal e da órbita
O código CID-10 H00 refere-se a duas condições bastante comuns que afetam as pálpebras: o hordéolo (popularmente conhecido como terçol) e o calázio. Embora costumem ser confundidos devido à aparência semelhante, como um pequeno caroço ou inchaço na região dos olhos, eles possuem origens, sintomas e evoluções ligeiramente diferentes.
O hordéolo é uma infecção bacteriana aguda das glândulas sebáceas localizadas na base dos cílios. Ele se desenvolve de forma rápida e costuma causar dor, vermelhidão, calor local e a formação de uma pequena ponta amarelada com pus. Já o calázio é uma inflamação crônica e não infectada, decorrente do entupimento dos canais dessas mesmas glândulas (glândulas de Meibomius). O calázio pode surgir após um hordéolo que não cicatrizou completamente ou de forma gradual, apresentando-se como um nódulo endurecido e geralmente indolor.
Ambas as condições são benignas e costumam responder bem aos cuidados básicos de higiene e compressas mornas. No entanto, o manuseio inadequado, como tentar espremer a lesão, pode agravar a inflamação e espalhar bactérias para outras áreas do olho. Manter a área limpa e consultar um especialista é o melhor caminho para uma recuperação rápida e segura.
Lembre-se: este conteúdo é puramente informativo e não substitui uma consulta. Somente a avaliação médica presencial pode confirmar o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
O diagnóstico do hordéolo e do calázio é essencialmente clínico. Ele é realizado por um médico, geralmente um oftalmologista ou clínico geral, por meio do exame visual direto das pálpebras com boa iluminação ou com o auxílio de uma lâmpada de fenda (biomicroscópio). O profissional avaliará o aspecto do nódulo, a presença de sinais inflamatórios agudos (como dor e pus) e o histórico do paciente. Na imensa maioria dos casos, não há necessidade de exames de laboratório ou de imagem para confirmar o problema.
O tratamento inicial para ambas as condições costuma ser conservador. A aplicação de compressas mornas sobre a pálpebra fechada, de 3 a 4 vezes ao dia por 10 a 15 minutos, é altamente eficaz para fluidificar a gordura acumulada e favorecer a drenagem natural da glândula. A higiene palpebral diária com xampu infantil neutro ou produtos específicos recomendados pelo médico também auxilia na recuperação. Nos casos em que o hordéolo apresenta infecção mais intensa, o oftalmologista pode prescrever colírios ou pomadas oftálmicas contendo antibióticos e anti-inflamatórios. Caso o calázio persista por meses sem regredir e cause desconforto estético ou visual, pode ser indicada uma pequena drenagem cirúrgica ambulatorial ou uma aplicação local de corticoide.
Procure atendimento médico se o inchaço aumentar muito rapidamente, impedir a abertura do olho ou afetar a sua visão. Também é fundamental buscar ajuda se houver dor intensa que não melhora, se a vermelhidão se espalhar para toda a pálpebra e rosto, se surgir febre, ou se o nódulo permanecer inalterado por mais de quatro semanas.
Não, essas condições não são contagiosas. No entanto, é importante manter boa higiene e não compartilhar toalhas ou maquiagem para evitar contaminações.
Nunca esprema. A manipulação do local pode espalhar a infecção para os tecidos mais profundos da pálpebra e provocar complicações graves.
O recomendável é interromper o uso de lentes de contato até a resolução completa do quadro para evitar irritação e novas infecções no olho.
O terçol é uma infecção dolorosa e aguda com presença de pus. O calázio é um nódulo crônico, geralmente indolor, provocado apenas pelo entupimento da glândula.
Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.