CID-10 A67

Pinta [carate]

Capítulo: Capítulo I - Algumas doenças infecciosas e parasitárias • Grupo: Outras doenças por espiroquetas

Visão geral

O código A67 na Classificação Internacional de Doenças (CID-10) refere-se à Pinta, também conhecida como carate. Trata-se de uma doença infecciosa crônica causada pela bactéria espiroqueta Treponema pallidum carateum. A condição é caracterizada por afetar exclusivamente a pele, não causando complicações em órgãos internos ou no sistema ósseo, o que a distingue de outras treponematoses, como a sífilis e a bouba.

A doença manifesta-se em diferentes estágios, evoluindo progressivamente. Inicialmente, surgem lesões avermelhadas e ligeiramente descamativas que, ao longo do tempo, passam por alterações significativas de cor (hiperpigmentação e posterior despigmentação), deixando manchas esbranquiçadas ou acinzentadas na pele. O contágio ocorre pelo contato direto e prolongado de pele com pele entre indivíduos.

Embora seja uma condição atualmente bastante rara e concentrada em áreas rurais específicas da América Latina, o acompanhamento correto garante um tratamento eficaz e simples. Lembre-se: este conteúdo é apenas informativo e apenas a avaliação médica presencial pode diagnosticar de forma precisa a causa de qualquer alteração na pele.

Sintomas comuns

  • Pápulas ou pequenas elevações avermelhadas na pele (fase inicial)
  • Descamação e coceira leve nas áreas afetadas
  • Manchas de coloração alterada (acinzentadas, castanhas ou avermelhadas)
  • Manchas totalmente esbranquiçadas (perda permanente de pigmento na fase tardia)
  • Ressecamento ou espessamento leve da pele lesionada

Causas e fatores de risco

  • Infecção pela bactéria Treponema pallidum carateum
  • Contato direto, frequente e prolongado com lesões na pele de uma pessoa infectada
  • Pequenas fissuras ou escoriações na pele que facilitam a entrada da bactéria
  • Fatores socioambientais em regiões rurais endêmicas sem saneamento adequado

Diagnóstico

O diagnóstico da Pinta é realizado por um médico, preferencialmente um dermatologista ou infectologista, com base no exame clínico minucioso das alterações na pele e no histórico do paciente. Para confirmar o diagnóstico, podem ser realizados exames de laboratório, como a microscopia de campo escuro a partir de amostras tiradas das lesões (para visualizar a bactéria) e testes de sangue sorológicos similares aos de sífilis (como VDRL ou FTA-ABS), além de biópsia cutânea se houver necessidade de diferenciar a doença de outras dermatoses.

Tratamento

O tratamento da Pinta é eficaz e baseia-se no uso de antibióticos adequados para combater a bactéria responsável pela infecção. A penicilina costuma ser a primeira opção de escolha, administrada em doses simples ou combinadas, conforme a prescrição médica. Para pacientes alérgicos à penicilina, o médico pode indicar alternativas como a doxiciclina ou a eritromicina. O uso correto dos antibióticos elimina a infecção e impede a progressão da doença. No entanto, manchas esbranquiçadas já estabelecidas na fase tardia podem não recuperar totalmente a pigmentação original da pele, destacando a importância do diagnóstico precoce.

Quando procurar ajuda

Procure atendimento médico se notar o aparecimento de lesões, manchas avermelhadas ou alterações persistentes na cor da pele, especialmente se forem acompanhadas de coceira leve ou se você tiver frequentado áreas de risco. Um especialista em saúde poderá avaliar adequadamente o quadro e orientar o tratamento correto.

Perguntas frequentes

A Pinta pode afetar órgãos internos como coração ou cérebro?

Não. Ao contrário de outras infecções por treponemas (como a sífilis), a Pinta é uma doença estritamente cutânea e afeta apenas a pele.

A Pinta tem cura?

Sim. A infecção bacteriana tem cura completa com o uso correto dos antibióticos prescritos por um profissional de saúde.

Como a Pinta é transmitida de uma pessoa para outra?

A transmissão acontece pelo contato direto de pele com pele, especialmente quando há pequenas feridas ou arranhões nas superfícies em contato.

As manchas na pele somem totalmente após o tratamento?

Nas fases iniciais, a pele pode se recuperar completamente. Porém, lesões muito antigas que já perderam a pigmentação podem deixar marcas esbranquiçadas permanentes.

Este conteúdo é informativo e não substitui a avaliação médica. Apenas um profissional habilitado pode confirmar o diagnóstico.